O Coletivo Calamari atua a partir de um modelo autoral, exclusivo e integrado de organização cultural fundamentado na Arte Distributiva Contemporânea, conceito que orienta sua ética, sua estética, sua metodologia de formação e sua relação com a sociedade. Esse modelo compreende a arte como bem comum, prática social ativa e sistema de produção simbólica, formativa e econômica estruturado pela redistribuição de valor, pela corresponsabilidade coletiva e pela sustentabilidade cultural.
A Arte Distributiva Contemporânea parte do entendimento de que a criação artística não pode ser dissociada das condições materiais, sociais e simbólicas que a tornam possível. A obra deixa de ser compreendida como produto isolado e passa a ser entendida como processo ampliado em circulação, atravessado por redes, territórios, encontros e estruturas coletivas. O valor da arte não se encerra no reconhecimento individual ou na lógica de acúmulo, mas se realiza quando retorna à sociedade sob a forma de acesso, formação, fortalecimento de redes culturais e ampliação das capacidades coletivas de criação.
O Coletivo Calamari defende a arte como direito fundamental, ferramenta de emancipação simbólica e campo de produção de sentido capaz de transformar realidades sociais. Defende o acesso democrático aos meios de criação, a valorização dos processos artísticos acima da lógica exclusiva do produto final e o reconhecimento das culturas periféricas, dissidentes e emergentes como campos legítimos de produção estética, política e intelectual. O coletivo atua de forma ativa contra a concentração de recursos, saberes e oportunidades no campo cultural, redistribuindo não apenas renda, mas também conhecimento, ferramentas, visibilidade e legitimidade.
As diretrizes conceituais do Calamari estabelecem que toda ação cultural deve responder simultaneamente às dimensões indissociáveis de criação artística, formação cultural e redistribuição de valor. A sustentabilidade é compreendida como princípio estruturante do modelo, no qual a circulação de obras, serviços e ações culturais gera recursos que retornam diretamente para a manutenção do espaço, a ampliação do acesso às ferramentas de produção e o fortalecimento do Programa de Formação Assistida, configurando um ciclo contínuo, responsável e regenerativo.
A função social do Coletivo Calamari é operar infraestruturas culturais vivas, capazes de acolher, formar, ativar e sustentar sujeitos, coletivos e territórios historicamente afastados dos meios formais de produção cultural. O espaço atua como ambiente de convivência, escuta ativa, socialização e construção de pertencimento, compreendendo a cultura como prática cotidiana e direito coletivo.
A noção de autonomia artística adotada pelo coletivo é a de autonomia assistida. O livre acesso aos espaços, acervos e ferramentas de produção é garantido, mas sustentado por acompanhamento técnico, curatorial e metodológico contínuo, promovendo amadurecimento estético, responsabilidade coletiva e permanência formativa.
O Programa de Formação Assistida constitui a base operacional do modelo e a principal expressão prática da Arte Distributiva Contemporânea. A formação é orgânica, contínua e vivencial, fundamentada na experimentação, na participação ativa, no acolhimento cultural e na prática direta. Não há separação entre aprender e fazer. A formação ocorre no próprio exercício da criação artística, da produção cultural, da convivência coletiva e da participação em projetos reais.
O programa se estrutura a partir do Espaço de Múltiplas Linguagens, compreendido como infraestrutura cultural viva que integra artes visuais, teatro, audiovisual, literatura, jogos, realidade virtual e produção cultural. Esse espaço funciona simultaneamente como laboratório estético, ambiente formativo, plataforma produtiva e dispositivo distributivo.
A formação ocorre por ativação, permitindo que cada participante construa sua própria trajetória por meio de uma grade curricular ativa, definida pela participação efetiva em atividades, ações, projetos, mentorias e produções do coletivo. Esse percurso é registrado, acompanhado e reconhecido por meio de um sistema estruturado de validação.
O Sistema de Validação e Certificação em Arte Distributiva Contemporânea é um pilar estrutural do modelo Calamari e opera como instrumento ético, formativo, técnico e institucional de reconhecimento de práticas, trajetórias e compromissos culturais. O sistema é exclusivo do Coletivo Calamari, único detentor da autoridade conceitual, metodológica e institucional para atribuir validações vinculadas ao conceito.
Nenhuma validação, certificação ou uso do conceito é considerada legítima fora do ecossistema Calamari sem sua atribuição formal, assegurando a integridade ética, conceitual e operacional do modelo.
O sistema opera por meio do Cadastro de Incentivador Calamari Cultural, funcionando como banco de dados permanente das trajetórias, ativações, certificações e níveis de maturidade artística, técnica, ética e institucional. A validação é sempre processual, cumulativa e vinculada à prática concreta.
Podem ser validados artistas, participantes formativos, coletivos, obras, projetos, espaços culturais, espaços parceiros, iniciativas da sociedade civil e agentes institucionais, todos seguindo o mesmo fluxograma conceitual de reconhecimento.
Os Parceiros e Incentivadores Calamari Cultural (ICC) constituem uma categoria estratégica do Sistema de Validação em Arte Distributiva Contemporânea. São reconhecidos como ICC indivíduos, coletivos, instituições, empresas, organizações da sociedade civil e agentes da economia criativa que realizam injeção consciente de recursos financeiros nas aplicações do sistema de validação, na emissão de certificados e, sobretudo, na continuidade dos processos formativos, compreendendo a responsabilidade social inerente ao conceito.
Dentro desta categoria, o sistema reconhece de forma específica a Validação Financeira de Incentivadores da Economia Criativa, da Iniciativa Privada e de Empresas, destinada a agentes que assumem compromisso estruturante com o desenvolvimento social e cultural por meio do modelo distributivo. Essa validação permite que tais parceiros recebam o Selo de Validação em Arte Distributiva Contemporânea, reconhecendo publicamente sua atuação responsável no fortalecimento da cultura, na democratização do acesso à arte e na manutenção de infraestruturas culturais vivas.
A Validação Financeira reconhece que o investimento cultural, quando orientado por princípios distributivos, constitui uma prática ativa de transformação social. Os parceiros validados nessa categoria passam a ser reconhecidos como agentes que contribuem diretamente para o cumprimento de objetivos sociais, culturais e educativos, alinhando sua atuação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à educação de qualidade, redução das desigualdades, trabalho decente, inovação social, cidades sustentáveis e fortalecimento das redes culturais.
O reconhecimento atribuído por essa validação não possui caráter meramente simbólico ou mercadológico. Ele legitima a participação do parceiro na construção, manutenção e expansão do modelo Calamari, sendo registrado no sistema institucional e integrado ao banco de dados permanente do coletivo. O parceiro validado passa a integrar formalmente a Rede Orgânica da Arte Distributiva Contemporânea, beneficiando-se também do acolhimento cultural promovido pelo coletivo, do acesso às dinâmicas do espaço, das trocas simbólicas e do acompanhamento institucional.
Assim como as demais categorias, a Validação Financeira segue o mesmo fluxograma conceitual de análise ética, técnica e distributiva, podendo ser atualizada, ampliada ou revista conforme o grau de envolvimento, recorrência do investimento e responsabilidade assumida ao longo do tempo.
A missão do Coletivo Calamari é democratizar o acesso à arte e à cultura por meio da criação de sistemas formativos, distributivos e sustentáveis, capazes de gerar autonomia artística, justiça simbólica e transformação social. Ao integrar conceito, prática, formação, validação, investimento responsável e redistribuição em um único sistema vivo, o coletivo consolida a Arte Distributiva Contemporânea como prática ética, estruturante e ativa de desenvolvimento cultural no presente.
O Sistema de Validação em Arte Distributiva Contemporânea é um dispositivo estrutural desenvolvido pelo Coletivo Calamari para reconhecer, organizar, acompanhar e sustentar práticas culturais alinhadas aos princípios da arte como bem comum. Trata-se de um sistema autoral, exclusivo e integrado, concebido para operar como instrumento ético, formativo, técnico e institucional, garantindo que a circulação da arte esteja diretamente vinculada à redistribuição de valor, ao fortalecimento dos processos formativos e à sustentabilidade do ecossistema cultural.
Diferentemente de modelos de certificação pontuais ou de selos simbólicos, o sistema de validação do Calamari é processual, contínuo e cumulativo. Ele não reconhece apenas resultados finais, mas principalmente modos de atuação, trajetórias construídas no tempo e compromissos assumidos de forma concreta com a formação cultural, a democratização do acesso e a corresponsabilidade social. Validar, nesse contexto, significa integrar práticas a um sistema vivo de acompanhamento, memória institucional e desenvolvimento progressivo.
O sistema é exclusivo do Coletivo Calamari, sendo o coletivo o único detentor da autoridade conceitual, metodológica e institucional para atribuir validações vinculadas à Arte Distributiva Contemporânea. Essa exclusividade assegura a integridade ética do conceito, impedindo usos genéricos, apropriações indevidas ou esvaziamento de sentido, e garante que toda validação esteja necessariamente conectada à prática real e à participação ativa no ecossistema.
O funcionamento do sistema se organiza a partir do Cadastro de Incentivador Calamari Cultural, que atua como um banco de dados permanente de registro das trajetórias, participações, ativações, certificações e níveis de maturidade artística, técnica, ética e institucional. Cada validação atribuída é registrada de forma cumulativa, compondo o histórico formativo e institucional do participante, coletivo, obra, espaço ou parceiro validado.
Podem ser validados artistas individuais, participantes do Programa de Formação Assistida, coletivos artísticos e culturais, obras e projetos, espaços culturais e espaços parceiros, ações e processos culturais, iniciativas da sociedade civil, bem como agentes institucionais e incentivadores financeiros. Todos seguem um mesmo fluxograma conceitual de validação, adaptado apenas à natureza do objeto validado, assegurando coerência, isonomia e rastreabilidade.
O processo de validação inicia-se com a vinculação ao ecossistema Calamari, seguida da ativação prática por meio da participação em ações concretas. Essas ativações são registradas institucionalmente e analisadas pelo núcleo do coletivo a partir de critérios éticos, técnicos e distributivos. A validação só é atribuída quando a prática demonstra aderência real aos princípios da Arte Distributiva Contemporânea, especialmente no que se refere à redistribuição de valor, ao compromisso formativo e ao impacto cultural.
As categorias de validação organizam o sistema de forma modular, reconhecendo diferentes naturezas de atuação. Entre elas estão a validação de participante formativo, que reconhece trajetórias construídas no Programa de Formação Assistida; a validação artística individual, que reconhece práticas autorais alinhadas ao conceito; a validação de obras e projetos, que certifica processos artísticos distributivos; a validação de coletivos culturais, que reconhece organizações alinhadas ao modelo; a validação de espaços culturais e espaços parceiros, que certifica infraestruturas vivas de formação e acolhimento; e a validação de ações e processos culturais específicos.
Os Certificados de Validação em Arte Distributiva Contemporânea funcionam como registros institucionais, curriculares e históricos. Eles não operam como títulos honoríficos ou premiações, mas como instrumentos de reconhecimento processual, atestando maturidade artística, compromisso ético e responsabilidade cultural. À medida que o grau de validação avança, o validado passa a acessar novas responsabilidades, integrar equipes técnicas, participar da execução de projetos estruturantes e ampliar sua atuação dentro da Rede Orgânica do conceito.
O sistema de validação também incorpora a validação de Parceiros e Incentivadores Calamari Cultural (ICC), reconhecendo agentes que assumem corresponsabilidade financeira pela continuidade do modelo. Os ICC realizam investimento mensal recorrente, integralmente destinado à manutenção do coletivo e do Programa de Formação Assistida. Esses valores são convertidos em pontos de incentivo cultural, registrados no cadastro institucional, que podem ser acumulados e utilizados para acesso a produtos e experiências da Estante Calamari, reforçando o ciclo distributivo do modelo.
No caso da validação financeira de incentivadores da economia criativa, da iniciativa privada e de empresas, o sistema reconhece agentes que alinham seus investimentos à responsabilidade social e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O selo de validação atribuído certifica publicamente o compromisso desses parceiros com o desenvolvimento cultural, a democratização do acesso à arte e a sustentação de infraestruturas formativas, integrando-os formalmente à Rede Orgânica da Arte Distributiva Contemporânea.
O Sistema de Validação em Arte Distributiva Contemporânea é também um mecanismo de sustentabilidade estrutural. A circulação de obras, serviços, certificações e parcerias gera recursos que retornam diretamente ao ecossistema formativo, garantindo continuidade, autonomia e expansão das ações culturais. Esse sistema assegura que a arte não seja tratada como exceção ou privilégio, mas como infraestrutura social ativa.
Em síntese, o sistema de validação do Coletivo Calamari organiza, protege e potencializa a Arte Distributiva Contemporânea como prática viva. Ele garante que a criação artística esteja indissociavelmente ligada à formação, à redistribuição de valor e à responsabilidade social, consolidando um modelo cultural ético, sustentável e comprometido com a transformação coletiva.
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