SOBRE NÓS

Um espaço de cocriação que dá visibilidade a artistas periféricos, oferecendo acesso a ferramentas culturais e promovendo atividades e oficinas gratuitas.
O CALAMARI

O Calamari é um modelo de acolhimento social e desenvolvimento artístico, voltado a fomentar práticas e atividades inclusivas em um modelo de formação que se alinha com os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).

O espaço Calamari promove seus diálogos a partir de uma escuta ativa e colaborativa nas imersões de todas as suas atividades em múltiplas linguagens, formando uma rede de economia criativa baseada na inclusão, na formação e na capacitação de seus participantes, por meio da oferta dos recursos necessários para o desenvolvimento pessoal, profissional e cultural em todas as suas áreas de atuação, sendo seus modelos atitudinais e longitudinais a base para sua ferramenta de transformação social.

O programa de formação assistida tem por objetivo integrar a construção ininterrupta de suas memórias culturais afetivas em um processo de desenvolvimento participativo, por meio da participação na grade artístico-pedagógica do coletivo, garantindo efetivamente sua autenticação no registro histórico, através da avaliação do núcleo de gestão e produção cultural do programa, com o intuito de preparar seus participantes para ingressar em programas e políticas públicas efetivas.

O funcionamento do Calamari se estrutura a partir de uma metodologia autoral, criada e desenvolvida pelo próprio coletivo, que articula o Programa de Formação Assistida e o conceito de Arte Distributiva Contemporânea. Essa metodologia parte do entendimento de que aprender, criar e produzir cultura são processos indissociáveis, que acontecem na experiência compartilhada e na participação direta nos processos reais do espaço. No Calamari, não há separação rígida entre quem ensina, quem produz e quem participa: todos aprendem, criam e constroem juntos, a partir da convivência, da prática e da escuta.

O Programa de Formação Assistida não se organiza como curso fechado, mas como um processo contínuo de imersão nas dinâmicas do espaço cultural, integrando pessoas aos processos técnicos, curatoriais, comunicacionais e produtivos de forma progressiva. Já a Arte Distributiva Contemporânea orienta eticamente o trabalho do coletivo ao priorizar a redistribuição dos bens culturais, do acesso às ferramentas de produção, do conhecimento técnico e das oportunidades, enfrentando ciclos históricos de exclusividade e privilégio no campo cultural.

A programação do Calamari se desenvolve em ritmos semanais, mensais e trimestrais, integrando atividades como o Calamari Day, o Sarau do Círculo e o Circuito Calamari de Hip Hop, além de oficinas, formações, encontros, jogos, experiências imersivas e ações de produção cultural que emergem das demandas do próprio público. Esse funcionamento contínuo transforma o espaço em um ambiente multisensorial, intergeracional e colaborativo, onde diferentes linguagens, saberes e trajetórias se encontram e se fortalecem.

O Calamari disponibiliza de forma compartilhada uma ampla infraestrutura de produção cultural, incluindo estúdios de gravação de áudio e podcast, estúdio fotográfico, equipamentos de audiovisual, som e luz, tecnologias digitais e imersivas, impressão 3D, estamparia, artes visuais, acervo literário, jogos, cardgames, videogames e obras de arte urbana, oferecendo também suporte técnico e curatorial para artistas, coletivos e iniciativas emergentes. Essa abertura radical do espaço reafirma o compromisso do coletivo com a cultura como direito e com a democratização efetiva dos meios de criação.

 

Sustentado por esforço coletivo, redes de apoio e profunda conexão com o território, o Calamari segue como um espaço em constante construção, que acredita na potência da convivência, na multiplicidade dos saberes e na criação cultural como ferramenta de transformação, pertencimento e futuro compartilhado.

EQUIPE

Thiago Fernandes (Noise)

Thiago Fernandes (Noise)

Artista visual, produtor cultural, arte-educador, MC e gamer
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Cristhiane Evangelista

Cristhiane Evangelista

Fotógrafa de hip-hop, street art, ensaios, shows e catálogos. Produtora cultural no Calamari e grafiteira @cris.coisa.
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Samarinho

Mascote

Samarinho

Mascote

Binho

Mascote

Binho

Mascote

Thiago Noise

Thiago Noise é um artista visual, produtor cultural, arte-educador, MC e gamer que iniciou sua trajetória em 1999 nas ruas de São Paulo. Sua identidade artística começou a se consolidar em 2004, por meio de composições que exploram corpos simbólicos originados de planos vegetais e dialogam com os espaços urbanos. Sua prática mistura graffiti, performance, literatura, pintura, oficinas e intervenções educativas.

Reconhecido por seu trabalho com arte urbana, Thiago atua como curador e gestor do Espaço Calamari, tambem fez parte da comissao especial do mes do hip hop e cordenou o projeto calamari gaia em parceria com a osc

Sua produção artística inclui diversas exposições, entre elas a série “Percursos – O Relato da Consciência entre os Planos”,

Como educador, ministra oficinas de graffiti e arte-educação desde 2004 em instituições culturais, ONGs e centros comunitários. Desenvolve atividades voltadas à cidadania e expressão periférica, promovendo o acesso à arte e à cultura nas quebradas de São Paulo.

Thiago também foi destaque em publicações como Revista Arte!Brasileiros, Revis e Revista Cobras Cegas, todosMemorabilia por sua atuação no campo da arte urbana periférica.

Instagram: @noise321

Cristhiane Evangelista

Cristhiane Evangelista é uma multiartista periférica, iniciando sua trajetória em 2011, tendo como principais atribuições fotógrafa hip-hop, articuladora cultural, produção hip-hop, graffiteira e arte educadora, tendo atuação em São Paulo, principalmente no extremo sul, Grajaú.

Como fotógrafa, busca evidenciar as atividades do movimento Hip-hop que ocorrem nas periferias da grande SP. Já fotografou diversos eventos e vivências, como Grapixurras das Minas, Mercedes Ladies, Pimp My Carroça, Virada Cultural de SP, Campeonato Nacional de Beatbox, entre outros. Entre as suas principais exposições artísticas pode se destacar a expo “Hip-hop Vive” realizada no Encontro São Bento em 2023 dedicado as mulheres no Hip-hop; o projeto fotográfico “O hip-hop salva” premiado no Concurso Revelando Territórios – Cidades Educadoras 2022″ incorporado ao Museu da Cidade de São Paulo; a expo “Elas no Hip-hop” em comemoração aos 50 anos de Hip-hop; a fotografia do Grapixurras das Minas premiada no Festival de Fotografia de Paranapiacaba em 2024, entre outras.
Por sua trajetória, foi duas vezes premiada com o Troféu Arte em Movimento na categoria Minas da Arte Urbana (2021 e 2022). Em 2025 recebeu o Troféu Mulher Coragem por sua atuação no movimento hip-hop.
Atuou como arte-educadora ministrando aulas de graffiti em CCA pelo projeto Juventude Cidadã de 2021 a 2022; realizou o bate papo “Fotos Faladas” na Escola Estadual Cônego Ligabue em 2022; foi arte-orientadora na vivência Produção na Cultura Hip-hop pelo programa Território Hip-hop 2022, entre outras formações.
Em 2020 iniciou no graffiti assumindo o codinome “Cris Coisa” e desde então participa de diversos encontros de graffiti, como na Casa de Cultura Hip-hop Sul, MAP (Museu de Arte Periférica), Encontro de Graffiti Niggaz, Grapixurras das Minas, Manas de Quebrada, Arte e Cultura na Kebrada, Evento Cultural Comunidade Carcerária, entre outros.
Como produtora cultural, atuou em 2020 na produção do Mês do Hip-hop e foi jovem monitora cultural na Casa de Cultura Municipal Hip-hop Sul. Desde 2019 faz a produção e curadoria do projeto “Calamari – Espaço de Múltiplas Vivências”, espaço cultural independente localizado no Grajaú, zona sul de São Paulo. Em 2025 produziu também o evento Duelo Urbano, com protagonismo das mulheres no hip-hop, e se tornou Agente Territorial de Cultura pelo programa de formação do MINC.